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Por onde a gente começa?

Por onde a gente começa?
Vanessa Z. P. Colturato
abr. 6 - 4 min de leitura
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Uma transição de carreira sempre é difícil! Depois de 18 anos trabalhando em Multinacionais e Montadoras, a mudança para trilhar um caminho independente é desafiante. 

Para mim, a primeira questão era definir onde queria chegar e partir daí definir o começo desta história. 

Se você pensar bem, não é muito diferente de um projeto, não é mesmo?

No caso dos projetos, o objetivo é o resultado que queremos alcançar, aliado sempre a alguma estratégia, que nas palavras do mestre Simon Sinek , é onde vive o nosso Porquê.

Se definirmos onde queremos chegar, fica mais fácil imaginar o caminho que vamos percorrer. 

No meu caso, queria abrir uma empresa. Então comecei meu exercício mental: “-Para abrir uma empresa , o que é necessário?”  Assim minhas caixinhas de trabalho foram surgindo para depois transformá-las em tarefas diárias. 

Em um projeto este exercício não é muito diferente. Esse exercício de construção das caixinhas de trabalho, chamamos de EAP, estrutura analítica de projetos. Neste modelinho, você vai estabelecer as principais entregas e funções do seu projeto. 


Retornando no meu exemplo, uma das entregas era conseguir  o meu CNPJ. Para isto, a primeira tarefa era arrumar um contador, a segunda era definir o tipo de empresa que queria abrir, a terceira era definir o nome da razão social ...enfim, até chegar no contrato social e ao meu querido CNPJ. (A  Pivot agradece rsrsrsr). 

O meu projeto era simples, com poucas funções e tarefas. Mentalmente nada complicado, porém quando temos projetos grandes, com várias funções a serem desenvolvidas, é super saudável fazer este exercício em várias rodadas e de preferência com mais cabeças pensantes além da sua, porque a gente sempre se esquece de alguma coisa! 

Em minha carreira já gerenciei projetos com mais de 10 funções, e abaixo de cada uma , pelo menos umas 30 macro tarefas. Então posso dizer que esquecer alguma tarefa ou até mesmo uma entrega, é super normal, e acredite , vai acontecer contigo também. But, don´t worry! Em nossas próximas trocas vou contar qual é a melhor forma de remediar este inconveniente.  

Você se lembra do meu último artigo onde mencionava a importância de conhecermos o contexto dos projetos? Pois bem, dependendo do contexto existem outras ferramentas de estruturação. 

Se falamos de um projeto que tem por objetivo a criação de um produto, ou solução, esta receitinha que te mostrei não vai funcionar muito bem, porque os caminhos não são conhecidos, e metaforicamente falando,  você provavelmente vai ter que pegar alguns atalhos pelo meio do mato. 

A técnica mais conhecida para este tipo de estruturação é o Design Thinking. Neste caso você não vai apenas definir pacotes de trabalho para implantação do seu projeto, mas irá definir a solução para um problema em si. 

Esta técnica possui 4 fases: A Imersão, A ideação, E prototipação e a Realização. Ao final deste processo você terá o projeto implementado, ou pelo menos, um modelo já validado. Nas próximos posts irei entrar um pouco mais no detalhe de cada fase, e como este modelo conversa com os processos Ágeis. 

-”Mas Vanessa, como vou saber qual modelo de estruturação usar ?”

Repito aqui, tudo começa pelo contexto, ok? Se você souber definir em qual contexto você está, já é meio caminho andado.

Mas um ponto que quero reforçar é que tudo em um projeto, pelo menos nesta fase, deve ser conduzido para acompanhar a estratégia para a qual ele foi criado.

Eu já passei por diversos projetos, onde após a estruturação feita, se chegava a conclusão que o caminho estava errado, e o exercício feito precisava ser revisado, quando muito, completamente alterado. Mas com certeza posso afirmar que descobrir isto nesta fase é infinitamente melhor do que descobrir apenas no final. Assim, sempre ao longo da sua jornada sempre se pergunte se a direção ao qual o resultado pertence, está sendo obedecida e mantida!  

Na próxima troca de figurinhas, vamos falar daquele que sempre falta e por isso, o nosso bem mais precioso: o Tempo !


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